Festas de final de ano

Festas de final de ano

Olá a todos,

Chegamos a mais um final de ano. Estamos às vésperas das festas de final de ano, e até mesmo pessoas que não ligam muito para esse período do ano, acabam contaminadas pelas mudanças de humor que se instalam em nossa sociedade.

Há aqueles que são subitamente tomados por um estado de ânimo festivo, alegre e feliz. Que se enchem de esperança e a espalham em mensagens, telefonemas, abraços e desejos de boas festas.

Há também os que são arrebatados por um estado de ânimo contrário, ficam soturnos, desanimados, tristes, se sentem mais sozinhos do que nunca. Não conseguem ver perspectivas melhores e por isso espalham tal mensagem. Tudo é besteira, este foi um ano difícil, o próximo será pior, afinal a vida é difícil.

Também podemos topar por ai com os que se animam com o frenesi de consumo que se apresenta neste período, e os que ao contrário, se irritam, ou se frustram por não poderem consumir como desejariam. Na mesma linha, há os ficam felizes com a perspectiva de encher a cara, e a barriga, e os que lamentam não poder fazê-lo, ou já adiantam o sentimento de desespero com a certeza que a balança e o fígado cobrarão seu preço após as festas.

Alguns lamentam não poderem estar com suas famílias, outros por se sentirem obrigados a fazê-lo. Muitos são invadidos de forma especial pela saudade e choram pela emoção das lembranças, outros pela tristeza que elas trazem.

Há os que odeiam amigos ocultos, e afirmam, com certeza, que trata-se de um ritual que só traz aborrecimentos, afinal, nunca ganham o que desejam.

Fato é, que durante os próximos dias, estaremos envolvidos de uma forma ou de outra por duas marcações temporais, que por razões diversas (religiosas, sazonais, econômicas) nos levam a refletir sobre algumas questões e lidar com outras tantas.

Eu confesso gostar desta época, vejo-a como uma oportunidade, somos lembrados de parar, refletir, avaliar e saber que podemos mudar os rumos de nossas vidas. Gostos das luzes, do brilho das árvores de Natal, da perspectiva viva que podemos, quando queremos, como humanidade, parar e nos congraçar.

Talvez você não creia em Jesus como eu creio, mas honestamente, mesmo que a data do dia 25 tenha sido determinada por uma conveniência política no final do 3º século, ainda que muitos símbolos utilizados nas festividades lhe pareçam, e são, oriundos de cultos pagãos, e que o sincretismo religioso torne tais símbolos nulos em relação ao que é ensinado em nossa sociedade, ainda assim, eis uma oportunidade de trazer a memória o nascimento da esperança. Esperança personificada em Jesus se você nele crê, esperança de um novo tempo, de oportunidade de uma nova vida, personificada no simbolismo que um nascimento traz, mesmo que você não o considere como o Salvador.

Temos de tempos em tempos a oportunidade de em um momento único nos reunirmos ao redor de um mesmo espírito. Mas, como disse acima, por vezes nos perdemos.

Então, neste Natal e final de ano mantenha o foco naquilo que realmente importa. Estar vivo, estar na companhia de pessoas queridas, mas se isso não for possível, estar na sua companhia, na sua agradável companhia.

Não se chateie porque você não ganhou, ou não vai ganhar o que desejava. Não se aborreça porque você não vai dar de presente o que desejava. Não se entristeça pela saudade das pessoas queridas que não estão perto, ou das que não mais estão. Alegre-se por você ter boas lembranças dos que se foram, e por você ter pessoas com quem gostaria de estar. Esse ano não deu, mas quem sabe o próximo!?!?!?!

E abrace, neste Natal e ano Novo abrace, vamos fazer um Natal e um Ano Novo de muitos abraços demorados, honestos e gentis. Você não ganhou o que pediu de seu amigo oculto? Do Papai Noel? Não pode dar o que gostaria? Você ganhou e pode dar presentes? Não importa, dê abraços, receba-os. Abraços fazem bem para a saúde, para a sua e para a dos outros. Esteja presente com você, viva hoje o Natal.

Quem sabe um dia a gente aprende a viver tempos de esperança, de renovação, todos os dias. Comece hoje.

Deixo aqui um link de um texto de Carlos Drummond de Andrade sobre este período de final de ano. Abraços, PAZ.

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